sábado, 4 de abril de 2009
Off Line
quinta-feira, 12 de março de 2009
This Unfaithfull Woman of Mine
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
A Morte da Rainha de Copas ou o Conto da Mega Sena

quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Platônica

Ainda assim, com toda a realidade a berrar-lhe nos ouvidos que ela não tinha a menor chance, enamorou-se dele. Amor de um lado só. Seu temperamento irritado e inconstante deu lugar a uma calorosidade (se é que essa palavra existe) que derreteria até as calotas polares e uma receptividade tão grande que nem o Grande Gatsby a barraria como anfitriã. E, era assim, abrindo os salões de baile de seu coração que ela aguardava os sinais da presença de seu menino.
Uma carta, um bilhete, um e-mail, um almoço, um happy hour, uma palavra...Ia alimentando-se de esperança...Ia fazendo fotossíntese com a luz do amor imaginário que ela inventara para fugir da realidade. Certa feita, em uma conversa informal que os dois divertidamente mantinham antes de adentrarem em um bar, ele disse que havia sonhado com ela, e que seus familiares ouviram chamar-lhe pelo seu nome. Neste dia, a razão fora passear enquanto o coração tentava arrumar a casa. Sentaram-se em um bar nas proximidades da loja de discos em que trabalhavam, e enquanto ele falava, ela o observava com uma vontade barbara de beija-lo...Seus cílios compridos, a risada fácil, a inteligencia previlegiada, a empatia compartihada em idéias e na presença reconfortante que sempre a enternecia.
Enquanto ele ia ao toalete, a razão retornara se seu passeio, e foi colocar o coração no seu devido lugar. Quando ele retornou, havia uma notinha escrita em um guardanapo dizendodizendo :
"Querido,
Me sinto ridícula em te dizer, mas adoro-te.
Penso em esses seus olhinhos quase o tempo inteiro e, quando não sei de ti, abre-se uma lacuna em minha vida. Mas, acredito que esta ficará sem o preenchimento da palavra necessária para dar sentido a frase, por muito tempo...
Pelos gostos que tens e as mulheres que possuistes, dentre todas seria a última opção. Primeiro, pela idade, segundo pela forma, e terceiro jamais burlaria as regras de tua vaidade.
Peço que em perdoe, mas sendo tu o que és, já me cativaste. E sendo assim, preciso te esquecer antes que isso vire uma norme balburdia em minha mente.
Pediu demissão da loja, pegou sua mochila e foi viajar.
Precisava completar a lacuna com uma palavra que o amor não lhe dava, aliás nunca lhe dera.
O amor a aprisionava, então estava disposta a substituir por uma palavra diferente : Liberdade. No momento, além do seu vício se sonhar seria a que faria mais sentido do que àquela que sempre a governara : platônica.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
O conforto do recanto da imaginação de Poliana
O dia é frio então migrarei meus pensamentos para um dia fresco de outono;Se a solidão me assola, vejo o amor chegar em um olhar cativante de um verdadeiro cavalheiro a mostrar sua cumplicidade em meu viver;
Se o silêncio se faz, em um salão majestoso em um segundo todos os meus amigos riem e brincam realizando e comemorando a grande cerimônia da vida;
Se meus sonhos demoram a se realizar, passo um filme em que cada etapa do processo se dê, até que de imaginação eles possam tornar-se força de vontade para que se concretizem.
Se meu rosto não possui o viço de antes, preço a ajuda a menina que vibra em mim e sei que sou muito jovem ainda.
Se um amor do passado vem trazer a saudade, imagino-me em outros braços e esse moço será aquele que me ofertará seu coração e uma vida de felicidade a ser partilhada.
Se meu ânimo não dá asas a meu coração para influenciar minha imaginação, a ajudo com um bom livro ou um bom filme que traga -me de volta a alegria de brincar de viver;
E, se finalmente tudo isso falhar...Resta-me olhar firmemente nos rostos daqueles me me amam verdadeiramente, e que confiam que eu possa realizar qualquer coisa, e penetrando nesse sonho dos meus amados de fé, reencontro a imginação perdida, para recomeçar o jogo doce de Poliana, e sempre com satisfação, a vida levar.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Amo-te, apesar de ...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Miopia

Mergulhou de roupa no mar... Precisa limpar a sua alma de tantos mal tratos que se submetera ao longo de 10 anos.
Quando não tomamos decisões relevantes para a melhorada qualidade da nossa existência, a vida faz com que voltemos ao ponto primordial de nossas questões.
Havia empregado sua energia, alma e amor em um trabalho em que poucas pessoas a viam como realmente era, além de relacionamentos tortuosos e ilusórios em busca de um grande amor. A família sempre a viu como um ser frágil. 34 anos de foco errado. Míope, completamente míope. Miopia na alma e nos olhos. Nunca enxergara o brilho, o glamour, a força, garra, a força daquela mulher que a vista de todos os seus amigos era muito interessante. Só os amigos, os do peito, verdadeiros, sabiam quem ela era.
No dia 19 de setembro o primeiro ciclo de "maus tratos" havia sido rompido, data mística. Há anos atrás havia se convertido ao Budismo nesta mesma data. Sabia que não havia sido por acaso. Então, a próxima questão seria encontrar o seu eixo, a sua elipse onde a estrela pulsante de seu nobre caráter pudesse retornar a sua casa planetária.
"Brilhe a vossa luz" era a frase do seu momento, e assim, sentindo-se nua no calçadão da avenida principal de sua vida, pos-se a buscar.
Dia 19 de setembro, o mar, a vida nova invadindo a sua vida velha com reboliço. Um tsunami.
As pessoas a olhavam com estranheza, toda molhada de roupa na praia. "Foda-se" - pensou. "Isso era o que tinha que ter gritado para todos aqueles que tinham tratado seus melhores sentimentos com a irresponsabilidade, frieza e loucura de Nero, que se pos a colocar fogo em Roma, achando que estava fazendo um prato flambado."
Chegou em casa e contou a família o ocorrido, a mãe a apoiou temporariamente, pois visava a sua indenização lhe pediria emprestado uma boa quantia, o pai lhe questionou sobre sua competência e que "besteiras" havia feito para que fosse demitida, e a irmã, em um surto histérico, ficou de melindres porque uma filha desempregada, iria onerar o pai, que a sustentava apesar dos 29 anos e nenhum trabalho relevante, e tirar-lhe-ia a vida literalmente de filhinha de papai.
Deitou na cama, trancou a porta do seu quarto, arrumou as malas e dormiu um sono pesado profundo como se durante todo esse tempo de sua vida, não houvesse descansado verdadeiramente.
Foi uma balburdia, quando na manhã seguinte, encontraram um bilhete juntamente com os óculos que usara a vida inteira. No bilhete estava escrito :
"Nada do que tentei deu certo.
Amar de todo o coração
Trabalhar com a força de 10 elefantes
Doar-me com pureza
Viverei para mim mesma
Viverei para a minha cura
A visão do mundo perfeita
Sem embaços
Não sei por onde vou recomeçar
Vou mergulhar na vida
Não vou represar a água do conhecimento do mundo
Represei a liberdade de meu espírito, ouvindo a todos
Ouvindo sempre que eu não era boa o suficiente
Enchi meus ouvidos de merda
Só ouço a mim a partir de hoje...
Não me esperem, porque eu não vou esperar,
Vou conquistar algo que ainda não sei o que é,
Mas, tenho uma breve desconfiança do que seja ... e é extraordinário
Se esqueçam de mim, porque não me lembrarei de vcs"
Foi para o mundo e nunca mais necessitou de exames de vista.

